Intolerância a lactose

 

Dr. Rodolfo Lara de Macedo

CRM – Pr 25428 / RQE 1393

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A intolerância à lactose é uma condição comum, caracterizada pela incapacidade parcial ou total de digerir a lactose, o açúcar presente no leite e seus derivados.

O diagnóstico correto é essencial para um manejo eficaz dos sintomas, e, nesse contexto, o teste respiratório se destaca como a melhor opção disponível atualmente.

Tive a oportunidade de aprofundar meus conhecimentos em distúrbios gastrointestinais funcionais e métodos diagnósticos de alta precisão durante minha especialização no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Essa experiência reforçou minha convicção sobre a superioridade do teste respiratório de hidrogênio em relação ao tradicional teste sanguíneo de intolerância à lactose.

Intolerância a lactose
Como funciona o teste respiratório?
 
O teste respiratório de hidrogênio baseia-se na fermentação da lactose não absorvida no intestino delgado.
 
Quando há deficiência da enzima lactase, a lactose não digerida chega ao cólon, onde é fermentada pelas bactérias intestinais, produzindo hidrogênio e outros gases.
 
O hidrogênio entra na circulação sanguínea e é eliminado pelos pulmões, podendo ser detectado e quantificado no ar expirado.
Vantagens do Teste Respiratório em relação ao Teste Sanguíneo
 
1. Maior Precisão Diagnóstica
 
O teste sanguíneo mede a variação da glicemia após a ingestão de lactose, assumindo que uma redução na absorção de lactose resultará em menor elevação da glicose no sangue.
 
No entanto, essa abordagem pode levar a falsos negativos em pacientes com metabolismo alterado da glicose e falsos positivos por outras causas.
 
O teste respiratório, por outro lado, mede diretamente o subproduto da fermentação da lactose, sendo mais sensível e específico.
 
 
 
2. Menor Invasividade
 
O teste respiratório requer apenas a coleta de amostras de ar expirado em intervalos programados, sem necessidade de múltiplas coletas de sangue.
 
Isso o torna mais confortável para o paciente, especialmente para crianças e indivíduos com fobia de agulhas.
 
 
 
3. Possibilidade de Diagnóstico de SIBO (Supercrescimento Bacteriano do Intestino Delgado)
 
Além de identificar a intolerância à lactose, o teste respiratório pode auxiliar no diagnóstico do supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO), uma condição frequentemente associada a sintomas gastrointestinais semelhantes, como inchaço, diarreia e desconforto abdominal.
 
No caso do SIBO, o teste pode detectar a produção anômala de hidrogênio ou metano após a ingestão de substratos, contribuindo para um diagnóstico mais completo.
 
 
 
 
O teste respiratório de hidrogênio é o método mais preciso, seguro e confortável para o diagnóstico da intolerância à lactose, além de oferecer a vantagem adicional de identificar o supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO).
 
Sua superioridade em relação ao teste sanguíneo justifica sua ampla adoção como padrão-ouro na prática clínica.
 
Se você apresenta sintomas como distensão abdominal, gases, diarreia ou desconforto após a ingestão de laticínios, a realização de um teste respiratório pode ser essencial para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.
 
 

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Referências Bibliográficas
 
1. Di Stefano M, Terulla V, Albertí-Mas J, et al. Lactose malabsorption and hydrogen breath test: A critical review of the literature. Dig Liver Dis. 2013;45(6):447-450.
 
 
2. Gasbarrini A, Corazza GR, Gasbarrini G, et al. Methodology and indications of H2-breath testing in gastrointestinal diseases: The Rome Consensus Conference. Aliment Pharmacol Ther. 2009;29(Suppl 1):1-49.
 
 
3. Rezaie A, Buresi M, Lembo A, et al. Hydrogen and Methane-Based Breath Testing in Gastrointestinal Disorders: The North American Consensus. Am J Gastroenterol. 2017;112(5):775-784.
 
 
4. Di Rienzo T, D’Angelo G, D’Amico F, et al. Lactose intolerance: From diagnosis to correct management. Eur Rev Med Pharmacol Sci. 2013;17(2):18-25.
 

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